Parte 2: A Lua de Mel e o Projeto Orbital
Dois dias depois, o jato executivo transcontinental da Arasaka cortava os céus do Oceano Pacífico em direção à Ilha Arasaka Prime, um atol privado e paradisíaco adquirido pela corporação, transformado em um refúgio ultra-exclusivo e de segurança máxima.
Ali, longe dos ternos de Kevlar e dos flashes da imprensa, Bruce e Elena finalmente viveram a calmaria. Eles passavam as tardes caminhando pelas areias brancas e desertas, nadando nas águas cristalinas e jantando sob a luz das estrelas na varanda de um bangalô de luxo minimalista, totalmente automatizado pela tecnologia de Chloe.
Elena estava deitada no peito largo de Bruce, observando o céu incrivelmente estrelado e limpo daquela região do oceano. O som das ondas era o único ruído.
— Bruce... às vezes eu olho para você e sinto que a sua mente está olhando para algo muito além do que nós conseguimos enxergar — Elena comentou, traçando linhas invisíveis com o dedo na aliança de Bruce.
Bruce sorriu, acariciando os cabelos castanhos de Elena com a mão grande. Seu corpo adaptável operava em perfeito estado de relaxamento, mas sua mente aprimorada e sua tecnomancia continuavam a dialogar com as redes globais.
— Você está certo, meu amor — Bruce respondeu, a voz grossa vibrando no peito. Ele estendeu a mão livre em direção ao céu, apontando para a imensidão escura acima deles. — O mundo acha que a Arasaka atingiu o topo porque dominamos as finanças, os hospitais e as cidades na Terra. Mas a Terra é apenas o primeiro degrau.
Bruce ativou um comando sutil em seu relógio de titânio, projetando um holograma tático flutuante acima deles, misturando-se com as estrelas reais. O holograma exibia o globo terrestre cercado por uma teia perfeita de satélites de defesa quântica, estações orbitais e matrizes de comunicação a laser.
— Enquanto estamos aqui, a nossa divisão de tecnologia e militar está iniciando o Projeto Kusanagi — Bruce explicou. — Estamos construindo a nossa própria rede aeroespacial privada. Satélites que não apenas vigiam, mas que controlam a energia e a internet de qualquer nação do planeta a partir da órbita. O espaço será o pilar supremo da Arasaka.
Elena olhou para o holograma e depois para Bruce, com os olhos verdes brilhando de admiração, mas sem medo. Ela abraçou o marido com mais força, sorrindo contra o seu pescoço.
— Um império nas estrelas... Desde que você volte para os meus braços todas as noites, eu ajudo você a planejar o paisagismo e a integração biológica daquela estação espacial.
Bruce riu alto, um som caloroso que ecoou pela praia deserta, e apertou Elena contra si, selando o início daquela lua de mel e da nova era do conglomerado com um beijo apaixonado.
A Corporação Arasaka havia conquistado o solo, curado os necessitados, protegido a sua dinastia familiar e agora olhava para o cosmos. O futuro não era apenas inevitável... O futuro já pertencia a eles.
