Parte 1: O Batismo Corporativo (Leo e Lucas na Arasaka)
A manhã de segunda-feira no arranha-céu da Arasaka Tower, no centro financeiro de São Francisco, exalava uma formalidade cortante. O andar da alta diretoria, revestido de vidro inteligente e painéis minimalistas escuros, estava lotado para a reunião semestral do conselho global.
As portas duplas automáticas se abriram. Bruce Hastings Arasaka entrou com sua imponência inabalável de 1,89m, vestindo um terno de Kevlar risca-de-giz impecável. Mas, desta vez, ele não caminhava sozinho.
À sua direita e à sua esquerda, vestindo ternos sob medida perfeitamente alinhados, estavam Leo e Lucas. Aos dezoito anos, os gêmeos carregavam a fisionomia marcante de Bruce, os mesmos cabelos castanhos e, acima de tudo, o mesmo olhar azul brilhante e gélido que desarmava qualquer investidor de Wall Street. Atrás deles, com uma postura impecável, caminhavam seus gigantescos Mastins, Titan e Atlas, que receberam credenciais especiais de segurança tática para circular pelo andar executivo.
Bruce assumiu a cabeceira da mesa holográfica. O conselho silenciou instantaneamente.
— Senhores membros do conselho — a voz grossa de Bruce ecoou, preenchendo a sala com autoridade absoluta. — Hoje iniciamos uma nova era. Conforme as diretrizes da nossa dinastia, meus primogênitos, Leo e Lucas Hastings Arasaka, assumem oficialmente suas posições executivas no conglomerado.
Bruce olhou para Leo.
— Leo Hastings Arasaka assume a posição de Diretor de Operações de Campo e Defesa do Pilar Militar, atuando diretamente ao lado de James Vance.
James, sentado à mesa, deu um aceno firme com a cabeça, um sorriso orgulhoso cruzando o rosto tático. Leo sustentou o olhar do conselho com uma postura de comando inata. Ele já havia liderado simulações complexas e agora comandaria as forças reais de proteção da empresa no solo e nas colônias orbitais do Projeto Kusanagi.
Bruce voltou-se para Lucas.
— Lucas Hastings Arasaka assume a liderança da Divisão de Criptografia Quântica e Inteligência de Dados, respondendo diretamente a Chloe.
Chloe, ajustando os óculos diante de suas telas de dados flutuantes, piscou para o jovem prodígio. Lucas, com sua capacidade cognitiva acelerada e tecnomancia aprimorada, ativou o painel holográfico central com um comando mental sutil, apresentando uma nova linha de defesa algorítmica para os satélites da empresa antes mesmo que os engenheiros seniores pudessem abrir os relatórios.
O conselho aplaudiu em reverência. A transição havia sido cirúrgica. A Arasaka não tinha apenas diretores; tinha príncipes prontos para governar.
Parte 2: O Primeiro Dia na Academia de Elite (Os Trigêmeos na Escola)
Enquanto a torre executiva fervilhava com política global, os portões de ferro fundido da Presidio Academy — a escola preparatória mais exclusiva e tradicional da Costa Oeste — se abriam sob um sol suave. O paisagismo impecável e os prédios de tijolos aparentes em estilo vitoriano pareciam calmos, até que a frota de utilitários blindados pretos da Arasaka estacionou na entrada principal.
Os seguranças de elite desembarcaram primeiro, formando um perímetro discreto. Arthur, o mordomo chefe, abriu a porta traseira do veículo principal com sua elegância habitual.
Elena desceu primeiro, deslumbrante em um casaco de lã claro, sorrindo ao segurar as mãos dos trigêmeos de oito anos, que vestiam os uniformes formais da academia: blazers azuis-escuros com o brasão bordado em fios de ouro. Ao lado deles, os imensos Mastins Thor, Baron e Luna permaneceram junto aos carros, recebendo ordens estritas para aguardar na zona de segurança.
Os trigêmeos de oito anos já mostravam que não eram crianças comuns. A inteligência herdada de Bruce os colocava três anos à frente de qualquer teste de QI escolar.
— Lembrem-se do que o pai de vocês disse — Elena pediu suavemente, agachando-se para ajustar a gravata do pequeno William. — Vocês estão aqui para aprender e construir o futuro de vocês, mas sempre protegendo uns aos outros.
— Pode deixar, mamãe — Arthur respondeu, ajeitando o blazer. Com oito anos, ele tinha um espírito focado e protetor. Ele olhou para a irmã, Aria, garantindo que ela estivesse ao seu lado.
William, o prodígio da robótica, já carregava um tablet de dados avançados na mochila, ansioso para desafiar os professores do laboratório de ciências de ponta da escola. Ele deu um abraço apertado em Elena.
A pequena Aria, a princesa da casa, caminhava com a postura de uma jovem aristocrata. Ela olhou para os portões da escola com curiosidade, mas sem o menor traço de timidez. Ela acenou para a cadela Luna, que a observava de longe com os olhos atentos de um soldado.
— Nós somos os Hastings Arasaka, mamãe. Ninguém vai mexer com a gente — Aria disse, com um sorriso confiante idêntico ao de Bruce.
Elena observou os três caminharem juntos, lado a lado, subindo os degraus de mármore da escola. Os outros alunos e pais abriam espaço, impressionados com a presença e a aura de importância que as três crianças emanavam.
O Encontro no Final do Dia
À noite, a Mansão Arasaka voltou a ser o porto seguro de todos. No salão principal, diante da lareira de pedra, Bruce e Elena ouviam a sobreposição de histórias.
Leo e Lucas contavam sobre as auditorias e os primeiros comandos na torre corporativa, trocando impressões técnicas com Bruce. No tapete, os trigêmeos espalhavam seus livros e projetos escolares, com Arthur e William ensinando Aria a resolver equações matemáticas complexas que ela trouxera da aula de lógica.
Os sete Mastins estavam espalhados pelo salão, imensas sentinelas deitadas perto de seus respectivos donos. Ares, o colosso preto de Bruce, permanecia perto da poltrona principal, mantendo a guarda do patriarca.
Elena encostou a cabeça no ombro largo de Bruce, entrelaçando seus dedos com os dele.
— O império começou a se mover nas mãos deles, Bruce — Elena sussurrou, olhando para os cinco filhos.
Bruce sorriu de lado, sua voz grossa e convicta preenchendo o espaço com uma paz absoluta.
— Eles estão exatamente onde deveriam estar, Elena. Os gêmeos comandam as linhas de frente lá fora, e os trigêmeos constroem as mentes aqui dentro. A nossa dinastia não é apenas o presente... ela é o amanhã de todo este planeta.
