O anel de ouro repousava na palma da minha mão pequena, quente como se ainda carregasse o calor do Trono dos Heróis. Eu o observei por longos minutos no pátio do orfanato, enquanto as crianças continuavam suas brincadeiras inocentes ao redor. O símbolo do leão alado de Uruk gravado na superfície parecia pulsar levemente com cada batida do meu coração – ou seria o sangue divino respondendo? A voz de Gilgamesh ainda ecoava nos cantos da minha mente, arrogante e divertida: "Prove seu valor... ou pereça tentando."
– Guardei o anel na bolsa marrom com "KAI" bordado, sentindo o peso não apenas físico, mas simbólico. –
Kai: 'Gilgamesh me reconheceu. Isso significa que meu sangue – o dele – atravessou realidades. Mas por quê agora? Por causa da minha chegada? Ou porque o universo está se ajustando à variável que eu sou?'
[Elias: Ding! Análise completa do item: Anel de Herdeiro de Uruk. Efeitos passivos confirmados – +5% em Carisma e Divindade Gilgamesh. Acesso parcial ao Gate of Babylon: 3 invocações diárias de tesouros de Rank E a C. Cooldown individual de 24 horas por tesouro usado. Sugestão: Teste em ambiente controlado. Risco: Atrair atenção indesejada se usado publicamente.]
Kai: Entendido. Vamos testar mais tarde. Por agora... foco no que está aqui.
Kushina havia marcado um treino para o fim da tarde no campo de treinamento privado atrás da casa dela e de Minato. "Você precisa aprender a controlar esse chakra louco que tem, dattebane! E Minato vai te ensinar uns truques do Flying Thunder God – nada de segredos na família!"
Enquanto caminhava pelas ruas de Konoha em direção à casa deles, senti o anel vibrar levemente na bolsa. Uma sensação de urgência – não ameaça, mas expectativa. Como se o Rei estivesse assistindo, esperando o primeiro passo.
– Cheguei à casa simples mas acolhedora. Kushina já estava no quintal, alongando-se com movimentos fluidos, cabelos vermelhos flamejantes dançando ao vento. Minato estava ao lado, kunai na mão, marcando selos de espaço-tempo no ar. –
Kushina: Kai! Chegou na hora certa! Vamos começar leve – controle de chakra básico, mas com um twist Uzumaki. Quero ver se você consegue manter uma folha grudada na testa enquanto corre em ziguezague!
Minato sorriu calmamente.
Minato: E depois... algo mais avançado. Seu chakra tem camadas estranhas – vamos ver se conseguimos canalizar isso em selos de selamento. Kushina é especialista nisso.
Eu assenti, tirando o quimono curto para ficar mais à vontade. O sol batia quente na pele, mas meu corpo regenerava qualquer fadiga quase instantaneamente graças à Vitalidade Uzumaki e Yuji.
– Começamos com o exercício da folha. Coloquei uma na testa, concentrei chakra na testa – simples, mas com os Seis Olhos, via o fluxo perfeito. –
Corri em ziguezague pelo campo, a folha firme. Kushina piscou surpresa.
Kushina: Dattebane! Nem um tremor! Você tem controle insano pra uma criança de quatro anos!
Minato: Impressionante. Agora, vamos tentar algo mais... Uzumaki.
Ele desenhou um selo de contenção no chão – círculo com runas de selamento: Tente infundir seu chakra aqui. Não libere tudo – apenas sinta o selo aceitar.
– Ajoelhei-me, coloquei as mãos no centro. Meu chakra fluiu – azul puro Uzumaki, mas com veias douradas (Poder Dourado latente), roxas (Chaos), verdes (Energia). –
O selo brilhou intensamente. Runas antigas que eu nunca vira surgiram nas bordas – símbolos de Dragões Fonte misturados com kanji Uzumaki. O círculo se expandiu, criando uma barreira translúcida que pulsava com energia primordial.
Kushina: O quê...? Isso não é selo comum! Parece... ancestral!
Minato: Kai... de onde veio isso?
Kai: Eu... sinto que sempre esteve aí. Como se meu sangue lembrasse.
Antes que pudéssemos continuar, o anel na bolsa aqueceu violentamente. Uma luz dourada escapou, e o Gate of Babylon se abriu parcialmente – não o portal completo, mas uma fresta pequena. Dela saiu um pequeno tesouro: uma adaga curva de ouro, gravada com runas de Uruk. Rank C – "Adaga de Ninsun", capaz de cortar ilusões e energias negativas.
– A adaga flutuou até minha mão. –
[Elias: Ding! Invocação bem-sucedida: Adaga de Ninsun (Rank C). Efeitos: Corte conceitual de ilusões/genjutsu nível médio, purificação de energia amaldiçoada/CE negativa. Uso diário restante: 2/3.]
Kushina e Minato congelaram.
Kushina: Kai... o que é isso?!
Kai: Um... presente. De um ancestral distante.
Eu não menti – apenas omiti o nome. Mostrei o anel.
Kai: Esse anel apareceu hoje. Quando toquei, senti... uma voz. Ele disse que eu carrego sangue antigo. E que devo provar meu valor.
Minato analisou o anel com olhos afiados.
Minato: Energia divina. Não é chakra... é algo mais antigo. Como se viesse de outro mundo, ou de uma era esquecida.
Kushina tocou meu ombro, preocupada mas orgulhosa.
Kushina: Seja o que for... você não está sozinho. Somos família. Vamos descobrir juntos.
– Decidimos testar a adaga. Minato criou um genjutsu simples – ilusão de clones. –
Eu segurei a adaga. Com um giro rápido, infundi chakra e cortei o ar. A lâmina brilhou dourado, e as ilusões se desfizeram como fumaça, revelando o verdadeiro Minato.
Minato: Incrível. Isso corta genjutsu no nível conceitual.
Kushina: Mas cuidado, Kai. Poderes assim atraem atenção. E se esse 'ancestral' estiver observando... ele pode querer mais do que só ver você crescer.
Eu assenti, guardando a adaga.
Kai: Eu sei. Mas não vou fugir. Se ele quer que eu prove... vou mostrar que o sangue dele não é desperdiçado.
O treino continuou até o anoitecer: Kushina me ensinou selos básicos de contenção Uzumaki, Minato treinou timing de movimento com Flying Thunder God (eu não conseguia ainda, mas sentia o espaço dobrar ao redor). Usei a adaga para cortar ilusões de treinamento, sentindo o poder de Gilgamesh fluir – arrogante, mas preciso.
Quando voltamos para casa, o céu já escuro, eu parei na porta.
Kai: Obrigado... pelos dois. Por me aceitarem.
Kushina bagunçou meu cabelo ruivo.
Kushina: Você é Uzumaki, dattebane! Família é pra isso.
Minato sorriu.
Minato: E amanhã... vamos ao Hokage. Ele precisa saber disso. Mas discretamente.
Eu concordei. Mas no fundo, sentia o olhar distante do Rei dos Heróis – satisfeito, por enquanto.
Enquanto isso, no Trono dos Heróis...
Gilgamesh: Hmph. Ele usou um tesouro meu. Não desperdiçou. Bom começo, descendente.
O Rei recostou-se novamente, olhos dourados brilhando.
Gilgamesh: Continue crescendo. Quando estiver pronto... talvez eu envie algo mais... digno.
Em Konoha, eu deitei na cama nova do quarto que Kushina preparou. O anel na mesa de cabeceira brilhava fracamente.
Kai: 'Gilgamesh... estou apenas começando.'
O sono veio, mas carregado de sonhos: tronos dourados, correntes que prendiam deuses, e um riso ecoando através do tempo.
A jornada do Herdeiro do Nexus ganhava um novo patrono – e um novo peso.
